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Bengala Mágica – Para os pais, as crianças e a sociedade

Por Ricardo Teixeira Existem aquelas instituições que acabamos por conhecer devido ao trabalho que realizam, através de reportagens ou devido ao mediatismo que vão adquirindo. Ou ainda, como aconteceu neste caso, porque a própria instituição de alguma forma vem ao nosso encontro. Os portugueses não estão habituados a lidar com a diferença e principalmente a encarar qualquer diferença como sendo na realidade algo normal, porque existe, porque é real. E é essa falta de hábito e consequente desconhecimento que alimentam a discriminação, os erros comuns, a incompreensão, a protecção excessiva por um lado e a falta de apoio por outro, entre muito mais que poderia ser referido. Poderia começar este artigo da forma mais simples e comum, dizendo que a Bengala Mágica é mais uma associação sem fins lucrativos que apoia crianças e adolescentes que perderam a visão ou nasceram já sem esse sentido. Mas não é só isso; aquilo em que mais se focam é, do meu ponto de vista, uma das maiores lacunas teimosamente existentes na sociedade portuguesa: a integração. Não me refiro à integração apenas relacionada com a sociedade, mas sim àquela em que poucas ou nenhumas vezes se costuma pensar: com os pais, a família, com os mais próximos. Teoricamente, uma família na qual nasça uma criança cega ou que perca a visão aprende a lidar com a situação em questão. E aprende, realmente, mas normalmente de forma solitária, sem os devidos apoios, aconselhamento ou linhas condutoras, o que facilmente pode trazer frustrações para todos os envolvidos, erros comuns, incompreensão, etc., que facilmente podem deixar marcas fortes para a vida. É principalmente aqui que a Bengala Mágica é diferente enquanto instituição que apoia não só quem não vê, mas também quem vê e não sabe ainda lidar com essa questão. Foi a pensar nessa falta de apoio que Cláudia Loureiro, Dídia Lourenço e Rita Santos se juntaram para criar a Bengala Mágica. As três, que se conheceram numa reportagem do Linha da Frente da RTP, têm em comum o facto de terem filhos que não vêem, tendo sentido na pele essa falta de orientação. Depois de apresentarem o seu projecto a pais, familiares e amigos, a Bengala Mágica nasceu então a 20 de outubro de 2017 com uma missão assente num princípio de Inclusão da pessoa com deficiência visual na Sociedade, valorizando a sua identidade e normalizando a sua condição, tendo como principais prioridades a Capacitação das famílias, a formação profissional, o acesso a intervenção precoce e o acesso a atividades lúdicas/pedagógicas e objectivos como a Desmistificação e normalização da Deficiência Visual na sociedade e a intervenção na definição de políticas que promovam a inclusão da pessoa com deficiência visual. Neste assunto, é isto que Portugal, que a sociedade portuguesa necessitam: alguém que dê respostas e orientação adequadas. Alguém que dê a quem vê, uma luz para ver realmente. Podem visitar o site da Bengala Mágica e acompanhar todas as novidades através da página no Facebook.

Bibliografia

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Autor: webV

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