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The Nice Guys (2016)

The Nice Guys (2016)

O conceito de The Nice Guys é algo que está directamente relacionado com o seu interesse em ser visto. Como não ter interesse, ainda que seja por pura diversão de conforto, em ver um filme com a fórmula das histórias de detectives parceiros que enchiam os ecrãs nos anos 70, 80 e 90? É verdade que o género tem vindo a desaparecer, se é que não desapareceu mesmo de Hollywood. Filmes como Arma Mortífera já não se fazem, e nada melhor do que ter o próprio argumentista desse clássico a dirigir estes Bons Rapazes, com a mesma fórmula, 30 anos depois, qual cientista saído da máquina do tempo e que muitos apelidariam de louco, onde os parceiros na investigação se complementam e por entre tiros e explosões (estas muito “modernas”, assim como a própria realização, com violência e nudez à la carte e sem papas na língua) vão construindo uma comédia de bom gosto feita por gente séria que não se limita a ser palhaça.
 
Não é que The Nice Guys seja um filme muito inteligente, porque não é, e quando tenta ser é onde falha. O que aqui cai bem e percorre a maior parte do filme é a leveza com que se lidam com situações irrealistas e graves, com doses valentes de humor negro. Quando o enredo se torna demasiado complicado, como parece ser exigência para que um filme seja levado a sério hoje em dia, é quando Nice Guys perde uma parte da sua genuinidade que estava bem mais apetecível na investigação low profile do que propriamente numa grande conspiração com governo à mistura. Mas enfim. São de facto os actores que dão a melhor vertente ao filme, vestidos e decorados à anos 70 (momento em que se desenrola a acção do filme), com bigode e tudo, sendo o mais irresistível um Russel Crowe austero que não deve ter poupado rolo de película para se manter em personagem perante os cenários e situações deliciosamente absurdas que teve que filmar. Quanto a Ryan Gosling demonstra mais uma vez a sua versatilidade, ainda que por vezes improvise de forma algo forçada a sua comédia, o que deixa uma pequenina mancha que o filme como um todo não tem dificuldade em apagar. Desde Drive que Gosling parece empenhado em demonstrar que tem lugar num restrito grupo dos actores de topo, e a verdade é que já não deverá faltar muito para que lá chegue. 
 
*** 3 Estrelas

Bibliografia

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Autor: David Bernardino

Advogado e crítico de cinema, amante de tudo o que diz respeito à sétima arte. Do cinema mudo ao blockbuster, da comédia ao terror, todo o cinema pode e merece ter o seu lugar. Actualmente escreve no blog de cinema pessoal The Fading Cam e, claro, no webV, já tendo passado pelo Retroprojecção ou pelo Arte-Factos.

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